INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – POR ARNALDO NISKIER
Por decisão de Bernardo Cabral apresentei no Conselho de Notáveis da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços a palestra sobre o que se deve saber sobre a inteligência artificial, hoje tão em voga.
Depois da conferência, vieram as perguntas de sempre, a partir do Conselheiro Castellar, que abordou a ação ligada aos alunos. Segundo ele, é preciso parar de brigar com a IA, pois ele achava que, com a IA, a educação vai melhorar muito. Veio depois o Conselheiro Cláudio Chaves, que lembrou palestra do saudoso Maurício Dinepi. Segundo ele, a IA não vai substituir o homem. Não vai também tirar o emprego de ninguém.
Rubens Cysne ficou contente com as lembranças do orador e depois entrou o Conselheiro Nelson Melo e Souza, que destacou a palavra do Papa Leão XIV, cuja postura é bastante correta. Considerou perfeita a sua condenação às guerras. Aspásia Camargo achou adequada a posição dos robôs, que irão fazer o que não fizemos. Acha que há muita coisa errada em nossas vidas. Ao entrar em cena, Aurélio Wander afirmou que os algoritmos bateram de frente com a história. Chamou nossa atenção para isso.
Falei sobre o artigo “Juiz ou Inteligência Artificial”, que escrevi para a “Folha de São Paulo”, em que afirmo que o Judiciário brasileiro vive um momento delicado e faço a pergunta: “Vale a pena substituir magistrados por programas de computador?” E defendo a ideia de que devemos fazer com que a regulação avance, pois estamos vivendo um mundo de transformações, sobretudo no setor de livros. É preciso estar atento a isso.
Afirmei que a IA vai ampliar o acesso a diagnósticos médicos e apoiar professores com poucos recursos. É preciso ir adiante na nossa capacidade técnica e na transparência em nossas atitudes. Os proprietários dos livros têm receio de ter de pagar os inevitáveis direitos autorais. O mundo avança para superar esse problema – e não estamos longe de superar essa questão.
ARNALDO NISKIER
Imortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ.







