MADURO, IRÃ E O FARAÓ – A QUEDA DOS DITADORES – RABINO DOVID GOLDBERG
A ditadura de Maduro caiu. E, neste exato momento, milhares de iranianos estão nas ruas enfrentando um dos regimes mais cruéis da história.
E aí a gente percebe como a Torá nunca fica ultrapassada. Pelo contrário. Às vezes, a parashá da semana parece até o jornal da semana que vem.
Nesta semana começamos o livro de Shmot. E quem aparece logo de cara? Um ditador clássico: o Faraó. Poder absoluto, ego inflado, perseguição aos judeus…
É ali que começa o primeiro antissemitismo organizado da história. E, ao mesmo tempo, nasce a nossa primeira grande festa: Pessach, que celebra a queda do primeiro império que tentou acabar com o povo judeu. Spoiler, não conseguiu…
Contam a história de um grande tirano que perseguia os judeus. Um dia ele vai até um rabino famoso e pergunta: “Dizem que o senhor tem poderes proféticos. Pode me dizer quando eu vou morrer?”
O rabino responde:
“Não sei o dia exato, mas sei que você vai morrer em um grande feriado judaico.”
O rei pergunta: “Qual feriado?”
E o rabino responde: “O feriado que vai nascer no dia que você morrer.”
Ou seja: ditadores vêm e vão… e a gente ganha mais um feriado no calendário. Pessach, Chanucá, Purim, todos, proporcionados por inimigos do povo judeu.
O Faraó tinha exércitos e todo poder. O povo judeu era um grupo de escravos. Mas tinha algo muito mais forte: D’us, fé e espírito. E no final, isso sempre vence.
E a gente não saiu do Egito só para fugir da escravidão. Foi liberdade com propósito. Saímos para algo maior: caminhar até o Monte Sinai e receber a Torá.
RABINO DOVID GOLDBERG – Sinagoga do Morumbi – São Paulo/Capital







