HEBRAICA SP: PRÊMIO LONGEVIDADE RECONHECE CLUBE QUE UNE TRADIÇÃO E INOVAÇÃO – POR GLORINHA COHEN
Reconhecimento destaca papel do clube como referência em responsabilidade social, formação esportiva e preservação da cultura judaica no Brasil
Presidente Deyvid Arazi e Berta El Kalay
Mais um prêmio acaba de ganhar a Hebraica de SP: o Prêmio Longevidade conferido pela CBC – Confederação Brasileira de Clubes em homenagem às instituições que prestam relevantes serviços ao esporte e à sociedade e se reinventam sem abrir mão de seus valores, como agora sob a presidência de Deyvid Arazi. E isto aconteceu graças ao trabalho realizado pelo Projeto Longevidade comandado por Berta El Kalay e coordenado por Silvia Novak.
A importante honraria é dada à Hebraica pela segunda vez. A primeira vez foi em 2018 sob a direção da então diretora Anita Gotlib Nisenbaum na edição do Congresso Brasileiro de Clubes realizada em Campinas. A Hebraica foi homenageada junto com outros clubes centenários por ser um dos principais de maior relevância esportiva e social.
Para Deyvid Arazi esse prêmio é mais que um reconhecimento institucional. É a confirmação de que, durante mais de 70 anos de história, o clube continua pulsando com vitalidade, atravessando gerações sem perder a essência para acolher, educar, promover saúde e preservar a cultura judaica. E diz:
“É superimportante os prêmios que recebemos da CBC, pois é o reconhecimento de todo o trabalho que é feito no clube pelas nossas voluntárias e coordenadoras. E a Berta El Kalay, diretora voluntária, há muitos anos vem realizando um trabalho que tem se destacado e cada vez mais aumentado seu público”.
E com o orgulho de quem está fazendo a coisa certa, o presidente acrescenta: “Outro prêmio de destaque foi aquele no esporte com nosso halterofilista Saul Nurkin (foto).
Ele é autista e foi na academia da Hebraica que se encontrou e começou a fazer fisiculturismo, ganhando dois títulos internacionais: um no Japão nos Jogos Mundiais de Masters e outro em Las Vegas no World Masters Bench Press . E isto é um exemplo excelente do que a gente faz no clube: dar atendimento a quem precisa, independente da condição dele, reforça a importância que tem”.
Comandando o Projeto Longevidade com a dedicação de uma voluntária ímpar, Berta El Kalay movimenta o público 60+ com inúmeras atividades, como danças, ginástica cerebral, coral, história da Arte, dança e ritmos, aulas de teatro, de tecnologia 60+, tarde de jogos, ateliê de artes, viagens e passeios culturais pela cidade.
No Palácio dos Bandeirantes na exposição de Anita Mafaltti
“Tudo nesta vida tem muito a ver com “construção“, ou seja, hoje recebemos um prêmio que não surgiu de repente. As gestões anteriores e a atual, fortemente, acreditaram em um trabalho que começou há 6 anos atrás. A determinação de proporcionar aos sócios 60+ uma qualidade de vida dentro do clube está acontecendo. Através de atividades muito variadas, do intelectual até as danças rítmicas fortalecendo o lado social com novas amizades se formando, a nossa gratificação é imensa. Este prêmio sinaliza que a Hebraica SP conta com uma equipe de profissionais comprometidos com a qualidade e dedicação aos nossos sócios. O trabalho voluntário acompanha e fortifica essa relação Longevidade a todos com muita saúde e alegrias”, diz Berta.
Sobre a Hebraica de São Paulo
Localizada à margem do rio Pinheiros, à rua Hungria, 1.000, no Jardim Paulistano, uma das regiões mais nobres de São Paulo, a Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo é indubitavelmente o maior clube judaico do mundo.
Com arquitetura moderna e arrojada, a sede da Hebraica foi obra de um dos mais importantes arquitetos modernistas do País no século 20, o russo Gregory Warchavchik, e até hoje preserva os traços arquitetônicos de sua inauguração.
Nascida do sonho de um pequeno grupo que, em 1953, viu a necessidade de criar um ponto de encontro em que as famílias judaicas pudessem se reunir com segurança, com opções de lazer e recreação e em um ambiente que permitisse ações educacionais para a criação de crianças e jovens sob as tradições e valores da comunidade judaica, a Hebraica começou com apenas 400 associados e num espaço de 29 mil metros quadrados.
Atualmente, ocupa uma área de 54 mil metros quadrados e é tida como “um oásis dentro de São Paulo”, como a descreveu o ativista comunitário Mendy Tal. Mormente nos tempos atuais, onde a violência e o antissemitismo rolam soltos pela cidade toda, a Hebraica se tornou um porto seguro e tem tudo que é preciso para o associado se recompor após um dia de trabalho na selva paulistana.
Quer seja encontrando os amigos para um papo descontraído entre um café e outro, praticando algum esporte, assistindo uma palestra interessante, um filme, ou simplesmente apreciando a queda d’agua caindo sobre peixinhos e tartarugas sonolentas, o relaxamento é garantido naquele espaço repleto de árvores centenárias e muita história.
E precisa mais?








