AMOR, AMOR, AMOR – RABINO ILAN STIEFELMANN

345_História_5_1“Mais que tudo, era de um abraço como aquele que eu precisava. Aquele abraço forte me trouxe de volta à vida; aquele amor incondicional me trouxe de volta ao judaísmo”.


Essa história se passou em Israel, ao longo da década de 1960. Um menino ficou órfão de ambos os pais e foi internado em um orfanato situado em Haifa – o famoso Orfanato Diskin, fundado em 1881 e até hoje ativo. Na época a instituição não tinha nada demais, era apenas um local para ficar. Não oferecia nenhum serviço de acompanhamento psicológico ou de apoio emocional; não havia a preocupação de fazer com que as crianças se sentirem “em casa”, de suprir a falta de carinho e amor.

Como resultado disso, os jovens que saíam de lá, saíam um tanto revoltados; mesmo os que tinham se originado de famílias religiosas, desrespeitavam os professores de judaísmo e abandonavam por completo a religiosidade.

Com esse menino não foi diferente.

Foi então que numa noite de sexta feira em Haifa, já aos 18 anos de idade, sem ter o que fazer, cansado dos programas usuais e das poucas opções de entretenimento, ele resolveu fazer algo diferente: foi para um tish de Shabat do Rebe de Seret-Vishnitz (uma ramificação da chassidut Vishnitz, sediada em Haifa).

Chegando lá, encontrou centenas de chassidím cantando juntos, tendo o Rebe no centro – uma experiência positiva irresistível.

Ele começou a se sentir culpado, por ter vindo de carro em pleno Shabat. “Provavelmente”, pensou ele, “de toda essa multidão sou o único pecador”!

Então o jovem decidiu confessar a sua transgressão para o Rebe – embora essa não seja esta uma prática judaica (de fato, até hoje muitos se confundem e acham que têm de confessar os seus pecados ao rabino para alcançar a absolvição…)

Ele disse: “Rebe, eu me sinto culpado por ter vindo aqui de carro”.

O Rebe de Seret-Vishnitz abraçou-o calorosamente e disse: “Meu filho querido – venha sempre que quiser e do jeito que quiser”.

Anos mais tarde ele contou: “Mais que tudo, era de um abraço como aquele que eu precisava. Aquele abraço forte me trouxe de volta à vida; aquele amor incondicional me trouxe de volta ao judaísmo”.

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Amor – uma palavra muito falada, mas pouco praticada.

Você se sente amado ou amada? Você transmite esse amor para alguém?

Quando foi a última vez que você recebeu um abraço forte genuíno?

Quando foi a última vez que você deu um abraço verdadeiro?


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